Durante anos exerci cargos de liderança em empresas de mídia e tecnologia. Em determinado momento decidi empreender. Uni minha bagagem acadêmica (também fui professor universitário por muitos anos) com a experiência de mercado e fundei a ComSchool, uma escola especializada em formar profissionais para o mercado digital.
Em 2020 vendi a empresa para o Magalu, onde fiquei como executivo por dois anos até meu exit. Tinha planejado passar um ou dois anos em sabático, mas...
Minha saída aconteceu na mesma época em que o ChatGPT "acordou". Ver aquilo funcionando foi um impacto muito grande pra mim.
Que sabático nada. Aproveitei meu tempo livre, a experiência com tecnologia, o conhecimento de negócios e ferramentas digitais, e decidi mergulhar fundo nesse tema. A paixão em ensinar bateu forte, e fundei a Lideres.ai.
Desde então venho me aprofundando em inteligência artificial: testando ferramentas, desenhando processos, errando e aprendendo. O mais incrível dessa jornada é que cada cliente que treinamos nos ensina muito. Fazemos ao vivo, com equipes de verdade. Essa tem sido minha melhor escola de IA de todos os tempos.
O que quero dizer aqui é tranquilizador para você, líder.
Tirar anos sabáticos para estudar IA não é sua realidade, ainda mais com as atualizações tão frenéticas nessa área. Todo dia aparecem termos novos, modelos novos, promessas novas...
Por outro lado, você tem muita bucha pra resolver. Conflitos internos, concorrência, impostos, contratações, demissões, novos projetos. Sei como é.
Enquanto isso, o mercado fica pressionando você a aprender IA, com influenciadores fazendo terrorismo ou prometendo pílulas mágicas. Eles ganham dinheiro com o terrorismo.
Mas nenhum líder está com tempo de estudar IA a fundo. Consequência: ansiedade lá no alto.
A boa notícia: você não precisa treinar modelo, escrever código nem saber arquitetura de rede neural. Isso é trabalho de quem constrói a IA, não de quem lidera com ela.
Na minha visão, o líder precisa aprender três coisas:
- Pedir e revisar: saber configurar e dar instruções claras é uma habilidade que separa quem usa IA de verdade de quem só brinca com ela. Saber avaliar os resultados é outra.
- Modelos e integrações: entender as diferenças de respostas e consumo entre modelos, como as plataformas se conectam com as ferramentas da empresa e como as equipes podem usá-las de forma compartilhada.
- Integrar IA nos processos: redesenhar processos para encaixar a IA, e não encaixar a IA em processos velhos. Acredito que essa será a habilidade técnica mais importante para os líderes.
Pense num carro. Você não precisa entender de motor a combustão para dirigir bem, precisa saber para onde ir, quando acelerar e quando frear. Com IA é a mesma coisa: sua função é a direção, não a mecânica.
É exatamente isso que ensinamos na Lideres.ai.
Os 3 níveis de maturidade em IA para líderes
Como toda direção, essa jornada tem estágios. Veja o que muda do básico ao avançado:
- Básico: como pedir uma tarefa, como escolher o modelo certo para cada tarefa, como configurar instruções personalizadas, conectar com outros aplicativos, trabalhar com pastas na nuvem e noções básicas de segurança.
- Intermediário: criar e compartilhar uma Skill, criar e compartilhar um Projeto, criar e compartilhar um Custom GPT ou GEM, usar Chain-of-Thought e trabalhar com pastas locais.
- Avançado: criar agentes e automações, integrar com MCPs e fazer integração via API.
Se você está no básico, ótimo, é onde todo líder deveria estar hoje. Se já chegou ao avançado, provavelmente já sabe que a direção importa mais do que a mecânica.